O património local é o conjunto de bens materiais ou imateriais fundamentais para preservar, transmitir e difundir a memória e a identidade da comunidade. Pode e deve funcionar como um recurso onde se alicerce a (re)construção e o desenvolvimento do território onde a comunidade se insere. Assim, quando falamos de Sá de Miranda, da Geira Romana ou dos Lenços dos Namorados somos de imediato, e respetivamente, remetidos para Amares, Terras de Bouro e Vila Verde. O nosso património identifica-nos e une-nos como território e como comunidade. Estabelece-se, então, uma urgência de o manter vivo e de o divulgar, remetendo-se para a escola a obrigação de se constituir como mensageira privilegiada, conhecedora e informada, na sua divulgação junto dos jovens. O património local dos 3 concelhos onde se inserem os AE/ENA do Centro de Formação do Alto Cávado é riquíssimo. Porém, este património é muitas vezes desconhecido por parte das ditas escolas e respetivos professores, tornando-se assim um recurso desaproveitado na perspetiva de uma abordagem holística, integrada e contextualizada do currículo. Para além da importância dos alunos terem um conhecimento mais profundo das regiões onde vivem, valorizando e protegendo o seu património local, acresce o facto de este património constituir uma excelente oportunidade de articulação entre as diferentes disciplinas no sentido de uma verdadeira flexibilização do currículo, rumo a uma aprendizagem mais significativa e contextualizada, designadamente no que diz respeito aos patrimónios cultural, literário e oral no domínio do ensino-aprendizagem-avaliação das Artes e das Ciências Sociais